Moeda Estrangeira para a Viagem

Moeda Estrangeira para a Viagem

Pode ser que você decida que não precisa adquirir a moeda do país ou região que vai visitar em sua próxima viagem, já que você tem um cartão de crédito internacional aqui no Brasil, com um limite bastante adequado e cômodo para suas despesas e compras no exterior, mas lembre-se que:

  1. no cartão de crédito – ou no cartão pré-pago – você pagará IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38% em cada transação;
  2. ao comprar moeda estrangeira no Brasil você “só pagará” 1,1% de IOF – ou seja fica quase 83% mais barato no quesito imposto;
  3. talvez até o principal: você não vai conseguir comprar pequenas coisas, comida, lembrancinhas, uma garrafa de água, etc sempre com o cartão – em algum momento você precisará pagar em dinheiro mesmo;

Agora que você se convenceu que vai ter mesmo que levar um adequado volume de moeda estrangeira em papel, pelo menos para essas pequenas despesas, você precisará definir quanto em moeda você vai levar e saber o que é melhor: comprar toda a quantidade de moeda projetada de uma só vez, ou comprá-la aos pouquinhos?

Variação do Euro em seis meses
(Clique na imagem para ampliá-la)

Estando no Brasil, com tantas variações políticas e cambiais, problemas com o nosso comércio e com os dos outros países, isto é a enorme flutuação de nossa economia e de nossa moeda, o melhor é fazer essa compra em diversas ocasiões – um pouco de cada vez -, sempre monitorando o custo da conversão – isto é o câmbio – daquela moeda no mínimo semanalmente, mas o ideal é fazer isso diariamente.

Assim, a cada vez que a cotação do câmbio baixar, você compra um pouco (mas no mínimo cerca de 10 a 20% do total projetado). A cotação subiu, você fica acumulando reais, baixou novamente, vai lá e compra mais um pouco – e assim sucessivamente.

Mas afinal, você deve adquirir tudo o que prevê gastar em moeda estrangeira, ou parte você pode levar em cartão pré-pago, ou mesmo fazer uma remessa de dinheiro a um parente no exterior (é possível fazer isso legalmente, e a um custo baixo também)? Agora vamos indicar as diversas opções com seus custos de impostos atrelados, e com a uma simulação real dos valores e taxas cobradas em cada caso.

Parte 1: Quanto levar em espécie (dinheiro em papel)?
Esta é a parte mais fácil. Você precisa calcular suas despesas normais pelos dias em que ficará na(s) cidade(s) que vai visitar – você pode ter uma ideia bastante próxima do real, consultando nossa ferramenta As Cidades Mais Caras e as Mais Baratas -, e decidir se você prefere mais segurança (contra roubo ou perda = usar seu cartão de crédito ou comprar um cartão pré-pago) ou a opção mais econômica (ter dinheiro para todas as despesas = menos segura, por causa de perda ou furto).
Lembre-se que embora não haja restrição de sair do Brasil com qualquer quantidade de dinheiro, você precisa declarar no Posto da Polícia Federal no Aeroporto, que está levando essa quantia se ela ultrapassar o limite dos US $10.000 – ou o seu equivalente na moeda que estará levando.

Minha sugestão é (só uma sugestão e muito particular):
1) se você é do tipo mochileiro: leve o equivalente a US$ 100 por pessoa por dia para alimentação, passeios, táxi, etc e que se referem aos gastos estimados de um viajante tipo mochileiro, que vai se hospedar num Hostel, comer em restaurantes mais em conta, e visitar uma atração econômica por dia. 2) já se você tiver um orçamento um pouco maior, for se hospedar num Hotel de 3 ou 4 estrelas, comer em restaurantes com preços médios, e visitar duas atrações pagas por dia: pense em levar US$ 250 por pessoa por dia.
E para o restante das despesas e compras maiores?, use um cartão pré-pago ou seu próprio cartão de crédito
.

Parte 2: Os Custos de cada modo de comprar ou usar o dinheiro?
Você tem três opções para comprar e usar a moeda estrangeira necessária em sua viagem. Cada uma delas tem um custo (e não é só o do câmbio) e vantagens e desvantagens intrínsecas ao seu processo. Lembre-se que dinheiro perdido ou roubado é perda total – um incômodo completo; já no casos dos cartões você pode solicitar emergencialmente um novo cartão que será entregue em poucos dias – um incômodo menor.
•  compra de moeda papel (IOF de 1,1%)
•  compra e carga de um cartão pré-pago (IOF de 6,38%)
• remessa de dinheiro para uma conta de um parente (IOF de 1,1%)
•  uso de seu cartão de crédito internacional (IOF de 6,38%)
Veja abaixo uma simulação real da compra de moeda estrangeira em cada uma das alternativas.

» Simulação de aquisição de $ 1000 (em 16/05/2019)
»» compra de moeda em espécie: total R$ 4.214,82
câmbio numa corretora = 4,166002
IOF = 45,83
Taxa administrativa = 2,99
»» compra em cartão pré-pago: total R$ 4.435,59
câmbio numa corretora = 4,166763
IOF = 265,84
Taxa administrativa = 2,99
»» envio de remessa ao exterior: total R$ 4.253,28
câmbio numa corretora = 4,142724
IOF = 45,57
Taxa administrativa = 64,99
(estas cotações foram feitas em sequência e na mesma corretora de câmbio, mesmo assim veja que as cotações são diferentes em todas elas)

Lembrando que além das vantagens e desvantagens já citadas acima, e da segurança maior ou menor de cada alternativa, há regras de restrição que devem ser avaliadas:

a. a carga de um cartão pré-pago internacional tem que ser feita em cada moeda que for necessária e não deve sobrar muito ao final da viagem, pois terás que pagar outra taxa para receber o que sobrou em reais (você tem que calcular bem este tipo de uso) – além disso se acabar uma das moedas você precisará carregar com mais daquela moeda, pois se usar a outra moeda (que terá conversão de câmbio automática pela corretora) você terá que pagar outra taxa de serviço para essa conversão;

b. para este tipo de situação o uso de seu próprio cartão de crédito é ideal: você não tem que se preocupar se a moeda é outra, nem sobre os valores à mais (exceto se não tiveres como pagar isso na próxima fatura);

c. o câmbio para o cartão pré-pago é conhecida no momento da carga; já para o cartão de crédito o que vale é o câmbio do dia do faturamento, que pode ser menor ou maior, mas sempre será desconhecido quando você estiver adquirindo a mercadoria ou o serviço em sua viagem;

d. o envio de uma remessa de dinheiro para o exterior só pode ser feito para uma conta sua, ou de um parente, para cobrir despesas pessoais no exterior, e isso precisará ser declarado em seu Imposto de Renda daquele ano;

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